Adriano na sua estante

Este blog foi criado com a finalidade de poder divulgar simplesmente aquilo que escrevo e por um longo
tempo tentei esconder,pensei muito em cria-lo pois tinha um certo ciumes daquilo que escrevo e por isso,dedico a todos leitores e admiradores da literatura um blog onde possa comentar e deixar criticas.obrigado.

sábado, 15 de junho de 2013

A CARTA


Aquela foi à carta mais perfumada que já recebi,
De um cheiro tão doce e típico seu que impregnava todo ao redor,
De uma textura tão maleável,
Contidas de um texto tão profundo quanto a Iris dos teus olhos.
Uma carta que não poderia ser aberta de qualquer maneira.
Requereria certo requinte.
Como uma noite ao luar, uma dose de café preto e quente, numa frieza noite.
Falavam de amor,
De uma maneira tão singela que ao lê-la, preguiçosamente me arrastei por todas as palavras querendo sentir nas pontas dos dedos as marcas feitas com a pressão da caneta sobre o papel.
E ao mesmo tempo a sonorização de junção de cada palavra com a outra.
Retratara-me como a luz, uma luz tão intensa.
Senti-me um privilegiado por ter-me sido a inspiração da qual aquele poema escrevestes.

Agora me sinto inebriado ao termina-lo de ler, de uma sensibilidade que parece me devorar, de um gosto nostálgico que degusto silenciosamente em meus pensamentos, deixando-me tocar os lábios parado no tempo.

terça-feira, 11 de junho de 2013

O EXATO MOMENTO QUE O AMOR EM MINHAS VEIAS CORREU

2 junho.domingo.6;00 
exatamente nesse horário o mundo deixou de mundo o céu deixou de ser profundo,
o mar secou-se e também deixou ser liquido.
o mundo parou de girar e tudo que havia nele se fez um grande emaranhado de inutilidade.
agora muitas coisas fora do lugar perdeu-se sua importância.

o passado por si só envergonhado se prescreveu...
o presente agora ficou desprendido sobrevoando..
agora parece que muitas coisas perdeu também sua importância.
e tudo foi retirado de minhas mãos amonicamente.....

domingo, 26 de maio de 2013

Minha 4ª camada de pele

Estampada minha face com um sorriso tristonho.
Rio com a solidão com um gosto amargo agridoce de uma sensualidade.
enquanto ela em meu corpo dos pés a cabeça sou composto por ela,a dona do meu sentir.

Poros abertos transpiram,a essência de um jovial fonte jorrando.
Olhos de pálpebras caídas e um semblante serio e lábio levemente fechados,só demonstram o fim de trilha feita..
Que seja o fim da linha, o limite entre  o real e imaginário....
Só possuo aquilo que desejo
 Esta é a minha 4ª camada de pele.ignorada pela razão,sensível ao toque , ,ferida ainda tenta cicatrizar ,protegendo-me
ao som violada por indesejadas palavras emitidas para enganar ,
a luz,desintegrada para ofusca-lá  trazer-la a não-existência.
Esta é a minha 4ª camada,viva com sensores a dores. Como as outras.
Envolve meu corpo,me aquece protege-me por inteiro,pulsa.suspira fala  mas também para si guarda.

É intriseco,meu âmago ela existe....
meu corpo foi feito,para responder os estimulos.
meu corpo foi feito para o amor.para amar.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

VIVA LA VIDA (DOCUMENTARIO)

                                                          A luz da verdade.    texto 1

Os olhos  não queriam abrir ,como  vontade própria relutava contra a luz da  janela do quarto aberta violentamente,ofuscado ainda pelos raios matinais,rendeu-se pela curiosidade o que e vou a uma grande angustia.
Era um sonho,mas ansiei por ser realidade.tanto que tentei dentro do sonho não acordar,o acordar seria naquele momento seria uma tragedia,era tão intenso que mesmo ainda dormindo podia sentir os lábios abertos  e que estava sorrindo.Estive naquele lugar,meus pés sentiram o chão,sentir o cheiro da terra molhada,corri, tropecei,rodopiei  dançando levantando as mãos para o alto uma musica que estava só tocando em minha cabeça e me sentir em casa.
ainda numa manhã repentina ,uma nevoa me encobria como um manto branco,seguro me sentia num acalorado abraço ,eu estava sentindo ,aquilo era sensações ,aquela era a primeira vez que sentir,o despertar  foi terrível.
Os olhos abriram revelando a verdade,como a luz revela algo obscuro,difícil era o não acreditar,eu estava aqui,imaginando que pudesse estar lá,a dor era tão grande que a própria mente criara uma situação para confortar-me ,por alguns minutos,
Fui despido pela realidade,frustado olhando para o horizonte debruçado sobre o para-peito da janela sem consolo algum,só um lamento,imaginando aonde poderia neste nesse momento.


sábado, 11 de maio de 2013

MASCARA DA PHOENIX


Já não sou mais a tua mascara,
inutil saio da sua vida como uma roupa que em seu corpo desliza,
Agora não sirvo mais para seus astutos planos,
Esconder aquilo que vergonhoso há em ti.
Triste romance mascarado para não descobrir que verdadeiramente és .
 Um surdo pelos aplausos, embriagado pela fama.

Quando todos te olhavam viam a mim,

Quando todos  o elogiavam,a gloria era para se minha.
Quando todos achavam que fluentemente você falava,
era eu que estava por trás de ti.

Agora não sou mas a tua mascara da Phoenix que tanto  exibia,

Pode ver com seus próprios olhos ,ofuscados pela luz
e verá que sem mim não conseguirás.
Assim como o fogo sou consumido,a tua queda sera inevitável.
E todos saberão que capacidade não possuístes.
Saberão que faltava algo em ti.
O eu na tua vida ,o meu amor nesta mascara que me fizeste.

De onde vem a calma?

De onde vem a calma daquele cara?
Ele não sabe ser melhor, viu?
Como não entende de ser valente?
Ele não sabe ser mais viril
Ele não sabe não, viu?
Às vezes dá como um frio
É o mundo que anda hostil
O mundo todo é hostil
De onde vem o jeito tão sem defeito?
Que esse rapaz consegue fingir.

Olha esse sorriso tão indeciso
Tá se exibindo pra solidão
Não vão embora daqui
Eu sou o que vocês são
Não solta da minha mão
Não solta da minha mão
Eu não vou mudar não
Eu vou ficar são
Mesmo se for só
Não vou ceder
Deus vai dar aval sim
O mal vai ter fim
E no final assim calado
Eu sei que vou ser coroado
Rei de mim.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

ELENA


Elena, estreia nesta quinta-feira 10 de maio em Rio de janeiro,São Paulo ,Belo Horizonte e Salvador .Um filme documentado sobre uma jovem chamada Elena ,que tinha um sonho de ser atriz,viaja para Nova York e la aventura em uma grande historia,Elena é um dos filmes poéticos mais, aclamados pelo pulblico por ter uma sensiblidade digamos extra-sensorial ,ganhou premio de melhor roteiro documentario e entre outros ,vale apena conferir ,vc não iria deixar de conhecer Elena,você não iria esquece-la..Dirigido pela cineastra e irma da personagem Petra Costa ,que também adentra no cenário a procura da sua irmã mais velha,deixando a essencia de Elena impreganada pot todos os lados.
segue abaixo uma pequena homenagem que fiz para minha irmã a dizer que ela parecia Elena.
no youtube :
http://www.youtube.com/watch?v=PkZzeFbqBl0

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Aviso aos navegantes !!!












  Ola ...meus leitores do blog Adriano na sua estante...
desculpe por esses dias não ter nada postado.tenho um tempo corrido.e falta-me esse tempo para estar elaborando alguns texto...
o blog vai entrar em formatação com outros formatos e designer mais sofisticados.,mas a sua atualização não parará..este blog vai continuar sendo um blog de poesia para poetas..e  abrirá mais espaço para mais  talentos inovadores de amigos poetas...
um muito obrigado.!!!   

sábado, 4 de maio de 2013

O VIVER




                                                    libération - liberdade 


Uma realidade aluida ,uma tentativa de se recontruir as duas linhas temporais como de uma ponte quebrada,recriar ao presente,uma atividade dificil que lhe requer esforços .
Um turbilhao de ideias joviais como antes.
E como nadar contra corrente hoje,mas olhar para o pasado e sentir que tudo foi desse jeito e as coisas caminharam desse jeito e nada pode ser mudado,

quinta-feira, 25 de abril de 2013

PERPICAZ

Teus olhos ainda eram as janelas estreitas para expressar todo sentimento que habitava em seu amago.
O amor era um produto em grande quantidade para se caber em pequenos recipientes que obtinha em maos.
Todo campo aberto ainda era pequeno demais e cautrofobico para respirar.
Toda dor era insuficiente para ser curado por anestesicos.
Toda poesia tao intensa e profunda quanto o mar em um mundo tao fugaz  e frio para ser compreendido uma unica vez.
Todas as suas tentativas ainda eram  tempos desperdiçados ,desencontros fustrados,espera e atrasos,quando se referia a dois.
Toda a distraçao era observar a vida aprendendo com ela a nao cometer os mesmos erros,uma liçao repetitiva que nao se aprendia.
Antes que as lagrimas assim caissem,antes que a  chuva emfim encharcasse e antes que o sol se punha .
Toda longa vida para si mesmo ainda era curta ,que propunha viver uma vida desta maneira tao...........perpicaz.

sábado, 13 de abril de 2013

O MAESTRO E A BAILARINA


                                                               PARTE 1 : A plateia desalmada 
       


Desfalecida, pálida e exausta divinamente ela dança nas pontas dos pés, extrapolando os limites do teu corpo na sua elegância, encanta aos olhares dos espectadores que com os olhos não a perdem de vistas. Ela dança uma sinfonia estranha, ao seu lado ele teu maestro ele não toca apenas rege, os instrumentos invisíveis que parecem não cessarem.
Vitalizada pela musica que ela pensa que escuta, seus pés machucados correm o palco sabendo que se essa sinfonia acabar seu coração junto parará.
Temporariamente ela dança, enquanto com um olhar masoquista ele continua a reger com exatidão um bastão de cerejeira uma orquestra fantasmagórica das quais os músicos colocam palitos nos olhos para suportar as pesadas pálpebras de sono, com movimentos leves ela voa no ar como fosse uma libélula livre no campo, Com movimentos pesados ela se contorce de dor.
O maestro e a bailarina parecem ser feito um para o outro se não fossem as diferenças obvies vistas pelos expectadores, estáticos e indiferentes a dor e a tragédia agonizante daquela moça que não para de dançar.
       Delicada, com toques de requinte, mais parece um cisne trajada num vestido de cetim rosa - claro, porem seu espartilho o sufoca, seus olhos avelãs não ousaram retribuir o olhar para seu carrasco maestro que rege sua orquestra com orgulho e rigidez, trajado num terno fúnebre preto puído antiquado para sua época, estampa em seu rosto um sorriso cínico sagaz alimentado pela agonia da sua doce amada com seus pés agora arroxeados, ele anseia assim como a multidão, aves de rapina.
     
   O momento mais celebre da apoteose, onde o maestro quebra por fim seu bastão, a sinfonia lentamente cessa por alguns minutos o silencio paira sobre o palco logo após ouve do gargalhar sarcástico do maestro.
A bailarina sua perna se quebra, seu coração em seu peito lentamente bate, os violinos gradativos vão adormecendo.
          A platéia se levanta, esgueira-se a cabeça para observá-la, todos afoitos, não a perdem nenhuma expressão, apuram sua audição para ouvir o ultimo sussurro que não se dissipa no ar e se torna um som inaudível, um gosto do qual a platéia desalmada não degustará. No chão ela desfalece aos poucos,encarando uma multidão que incompreende sua dor,insensíveis para com seu sofrimento,não há ninguém que faça nem sequer menção em ajudá-la.
          Estarrecidos todos colocam suas mãos nas suas bocas, espantados, não há nenhum braços que possam carregá-la, fixam seus olhos no maestro que observa a face da bailarina estendida no chão que ainda se meche sua boca côo se tivesse lhe cortado seu pescoço, nenhuma palavra pronunciada, nenhuma aplausos, ação de piedade. seu ultimo sussurro preso dentro de seus pulmões permaneceram,o maestro giro em torno de si mesmo caminhou para saída oposta daquela entrado havia e se ouviram depois disso o barulho do andar do seus sapatos e nada mais.


sexta-feira, 12 de abril de 2013

FRAGMENTORUM (fragmentos)

Um grande areal,nada mais que isso.
 particulas menores que as coloco em minhas mãos e entre os meus dedos rapidamente escorrem.
 È isso que voce se transformou.
 ( Inspiratio pro mea dulcis poeticam quasi carmen elegia)
 A inspiraçao de minhas doces poesias,
 a cançao em em tom de elegia,
o habitante solitário em meus pensamentos,
 Só conhecerão a ti porque dentro de mim voce ainda vive,
Só lembrarão porque em todos meus versos seu nome cito.
 Eu vi teu castelo aos poucos sucumbindo das mais altos pedestais teu orgulho caindo
. Voce foi tirado de mim pelo tempo como se tirasse minha pele junto.
 empalhado sobrevivi pelo teu amor,porem condenado pelo silencio de nao poder dizer que te amo. Restringido a ser uma figura abstrata,
 Um menestrel sem graça,
um epico filme sem começo
. Um decorum em meio ao palco,
longe dos holofotes.

http://www.recantodasletras.com.br/autores/adrianojpinheiro

domingo, 7 de abril de 2013

PALAVRAS QUE RASGAM

  Travista-se com o seu silencio, o que lentamente de qualquer maneira de mim se esconderá,puser omitir uma verdade restringindo a compreensão insultos minha inteligência é.

   A tua distancia tem sido um isolamento que não permite que o seu calor eu sinta, mas não o bastante para perceber o quanto frio e diferente se tornara. sua boca fechada e olhos batidos ainda são um tumulo que debruço lamentando por não ter uma resposta ou reação.
   Um abraço rápido, olhos desencontrados e um silencio que latente pairava, por incrível que pareça aquela era uma despedida, um motivo do qual nunca se saberá. Um monologo pensativo em suas cabeças e confusos, arrastados pelos ventos, cada passo de costas dado era como um submergir a uns pés de profundidade soterrados vivo.
   Para quem dizia que éramos alma-gemeas hoje vê dois corpos em estado de repulsão, imas opostas. Palavras em outras épocas emocionavam hoje me rasgam por dentro. já não dizem mais que queria ouvi-las.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

UM CIRCO EM MIM

Quando todos olhos para mim encerrados a luz também se acende.
Deixando não transparecer e revelar o que tem dentro mas uma casca superficial de alegria.
Uma tambor que disparado rufa em meu peito,
Um prato que tintila a cada respiração,
aplausos me ensurdece.
holofotes me ofuscam
Um movimento complexo ,meu corpo como de um contorcionista.
OS leões  em mim rugem famintos minha ação de doma-la torna-se inultil.
Uma pose ereta em um picadeiro com um olhar extasiado.
Uma fina camada de maquiagem me submerge como um cair no mar aberto.
a lona que me cerca e limita meu espaço também me sufoca,me restringe.
A corda que me equilibra meus pés,é na verdade minha vida,sendo tombada por um lado e outro.
Um circo em mim habita sem mesmo perceber que estou sendo observado e o espetáculo se inicia e se acaba restando uma sensação que todos não pagaram o ingresso.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

SUSPIRIA (falta de ar)


Preciso partir, aparenta que choverá e antes que esta lentamente vier, cairá mais em mim do que em ti.
    Receio que fique tão violenta e desmanche minha face maquiada,
    Não terei coragem alguma de te ver como com meus olhos,
Ficarei desnuda se assim sabeste quem sou.
Não espere por mim amanhã no mesmo lugar,pois la nao estarei.
Nao espere o sol se abrir,pois nenhuma sombra proxima a ti sera projetada.
a minha ausencia  para ti ja nao é o bastante?


(Magis census quam uis dolososa
requisierit aer ex mea pulmones et oculis meis lacrimas ignoro si advenero, pati)

Querer mais de você tornar este sentimento ainda mais doloroso

Faltaria ar dos meus pulmões meus olhos lacrimejariam e não sei se assim irei suportar.).
Contente-se com a voz que se perde no ar, a partida.
A imagem desfocada pela distancia, uma doce lembrança.
O não olhar para trás, cabisbaixo.
Apenas o peço, não me corra a mim não me toque.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

SÓ PARA NÃO DIZER OI.


Só para não dizer oi

Só para não dizer um oi, desvio-me do caminho, passo para outra calçada

Finjo que não vejo, Finjo que não escuto,cantarolo uma musica que vier na minha mente.

Só para não dizer um oi tento viver em meu mundo,não precisar da tua ajuda, e tento esquecer o passado,controlar minha emoção e minhas tremulas pernas quando te vejo em minha direção.

Só para não dizer oi tento fazer tudo,porque sei que o oi me convidará  a um dialogo contigo,porque sei que não irei resistir e irei contigo rir,porque sei que logo,logo minha raiva passará e perdoar a ti e o que mais quero no momento é a tua distancia por enquanto.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

UM MUNDO DO QUAL DEMOS ADEUS.


Como uma criança ,assim ela pensa em sua fantasia ser. O personagem principal no seu mundo,encena a sua cena,repete sua frase e cria  seu próprio roteiro,

Abre os braço,e imagina que ele alcance o mundo,sobe num banquinho e pensa ser maior que todo mundo,faz pose na ruas como se assim estivesse sendo fotografado,mas não há ninguém que lhe observe,porque todos cresceram e do mundo da esperança um adeus o deram.
Um galho seco se torna sua espada ao escudeiro e com uma camisa por cima das suas costas auto-ordena-se o cavaleiro ,um carrinho de corda o mais veloz se torna ,um plastico em forma de cavalo  ,cavalo poderoso se  rápido se transforma.
Um mundo que não se entra se visão possuir mas basta um pingo de imaginação para começar-la surgir.
Onde o impossível é real para aqueles que ao invés de olhos possui binóculos,para aqueles que a platéia que olham com o limite é apenas coadjuvantes da cena,para aqueles  ainda vê um jardim quando mesmo assim todos vê um amontoado de pedras.
Um mundo do qual demos adeus mas precisamos voltar a visita-lo encontramos a  porta  fechada embora não exista chave,quando ninguém entrada vê saída você encontra então ela se abre a imaginação renasce.
Um mundo que continua aberto mas para os incrédulos permanecerá fechado,

 

 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

ASSIM COMO UM FALCÃO.

Assim como um falcão no seu aprendizado eu permito-me que meus olhos sejam vendados,porque tenho a convicção que o meu Senhor Deus me guiará,minha confiança nele depositarei.
Minhas garras estão seguras no teu braço forte estarão,e quando comigo calvagares não cairei.
Assim como um falcão no seu aprendizado quero ser,fiel a ti e estar ao teu lado pois restrinjo-me a minha visão confiando nele e mal nenhum me causará.
Assim como um falcão,nos teus ventos quero voar,mas quero também estar com os ouvidos bem atentos quando o assobio assim vier me chamar.
Assim como um falcão obediente ao seu senhor serei porque só a ti meu senhor servirei,e ainda não conheci um falcoeiro que zelasse tanto pelo teu bichinho e com ele estivesse lado a lado por todo caminho assim como um falcão assim quero ser.

O SIGNIFICADO DAS FLORES.


 
Estou há uma hora neste lugar,onde o tempo 
arrasta-se tão devagar que parece que aqui estou há uma eternidade,nada acontece,já tenho percorrido esses campos cobertos de flores
adocicadas,arranhando-me nos espinhos e cansado dos meus esforços apenas
 vejo,flores coloridas.Entediado indago a quanto tempo aqui devo ficar,ate
morrer de ócio? Ou intoxicado pelo pólen?  
         Escuto o eco de minha desesperada voz e em resposta o sibilar do vento ,
desejaria neste momento estar cantando uma canção acompanhada por um
instrumento.que lição é esta que me oferece? Não sou jardineiro sou poeta 
,não vejo apenas uma paisagem bucólica mas cores difusas,confusas que 
transformam em lúdica.O sol brilha amarelo a pino,presumo que meio-dia seja
 ,temo que antes que o crepúsculo aconteça e revele minha geográfica posição eu
 caia estirado no chão e essas flores coniventes me servirem de coroa fúnebre
 para amenizar a dor de quem me ver neste estado mórbido.
           Posso mergulhar em três mares ,no mar celestial azul-claro do qual mergulho
 sem me molhar,no mar de perguntas sem respostas e no mar de cheiros
inebriantes das flores que me remete  a lembranças e lugares que já estive,é
paradoxo,estar num campo primaveril e outros lugares ao mesmo tempo
           O silencio acaba-se por ser uma própria musica, contradiz o que muitos
defendem com unhas e dentes ,que  apenas o que vibra harmonioso seja
 som,necessariamente as coisas não precisam vibrar,precisam estarem vivas para
 que isso aconteça.
          Qual o significado das flores? Parece que estou livre ao mesmo tempo
preso,sitiado encarcerado numa prisão sem muralhas,assim como o pensamento 
 livre porem preso dentro de uma caixa craniana.O que é preciso para estar
livre? As flores, por exemplo, para estarem livre precisam estarem presas ao
chão do qual é sustentado,por sua vez para estarem presas precisam da
 liberdade para espalhar  ao vento suas sementes e outras mudas tornarem-se. Insisto em percorrer  todo o campo florido,alérgico,minha pele avermelhas-se e grandes
 manchas  ,seriam essas flores venenosas? Ou inócuas?  Irado vou arrancando e
 derrubando o que vejo pela frente e persebo que em baixo delas muitas não
 vingaram , mas serviram de adubo para que outras nasçam.Assim como as
 flores,alguma coisa em mim precise morrer para que outras nasçam mais
fortificadas  .
            Os opostos se sobrepõem de modo que um sempre serve de plano de
  fundo para o outro,onde o real o surreal nascem no mesmo lugar.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

UM POETA EM CRISE.


Vazio sem inspirações, que me incomodem me arrebatem a lugares distantes, sem um papel onde possa expressar o que sinto frio vou teclando as letras diante de uma tela de cristal, sinto-me como o papel em branco.
Perdir-me entre as nevoas, sentir os pingos de chuvas, dissipando dura camada de incredulidade que com o tempo incrustaram.
Como os galhos secos de outono, como de um silencio dos pássaros.
Como de um dormir de um cachorro em meio à rua, despreocupado com a sorte, assim a vida vou levando.
Um adormecer dos pés de uma bailarina
Uma severidade num semblante de uma criança.
Insensibilizado, não mais acredito escrever doces poesias que comovam como antes assim comoviam que me ouviam, não acredito mais no efeito das palavras.
Vulnerável e pequeno como um inseto me sinto com um curto prazo de vida, sem a arte, sem as doces inspirações. sem a poesia dentro de mim volto a ser um mortal como antes era.                 

São apenas palavras e não promessas


São apenas palavras e nada mais que isso.Um som emitido da sua boca ,eu preciso de uma vez por todas me convencer disso,que são apenas ppalavras e não promessa,palavras jogadas ao vento,como as folhas secas no outono como um papel de rascunho lançado fora depois de escrito,vazio como seu coração,palavras de momentos porque honra nenhuma possuis-te para selar aquilo que da sua boca proferi.

Não há nenhum olhos para ti direcionados e nenhum ouvidos prestando atenção quando pedes silencio para falares ,porque não há confiança  que seja depositada em ti para que o  levem tão a serio.

Preciso certificar-me a todo momento,que suas palavras não as cumpre,preciso relembra-lo das viagens não feitas,nas declarações não admitidas ,nos prazeres que não sentimos nos juramentos de paz quebrados e perdoes exacerbados.

Atos e não palavras definem o que é o amor,encontro e esquecimentos,lógica e contradições palavras não cumpridas,.

Um homem sem credibilidade é como uma carta sem endereço,é como afogar num mar  e todos acharem que estão brincando,é como você quiser falar e um som esta tão alto que ninguém consegue lhe ouvir.

São apenas palavras,doces.mansase enganadoras,porque não tem respaldo algum,palavras que entram num ouvido e saem por outro,mesmo que me prometa que seja a ultima promessa que jure pelos céus e pela terra,serão sempre palavras e nunca serão verdadeiramente promessas.

UAM RÁPIDA SUBSTANCIA QUE EM MIHAS VEIAS CORREM.




Muito mais rápido que o piscar de olhos,de uma flecha acertar seu alvo,

Tão rápido quanto a uma luz  talvez ou um pensamento um gesto.

Mal pude pronunciar uma palavra,o coração ainda batia acelerado porem ainda lento ,em relação ao acontecido ,num compasso tentando contar um tempo que não conseguiu mas havia passado.

Um toque nas costas,ao virar-me deparo com um vaio,talvez tivesse sido o vento tocar-me,talvez um pássaro que repousou rápido nas cosas e antes que pude olhar tive-se ido,virei-me do outro lado,deparo-me com um largo sorriso revelando quem me tocara.

Contagiado por uma substancia que rapidamente correu nas veias,entorpecido por esta sustância que ainda não descobrir e nem muito menos sei se ela é tóxica mas isso não me importava ,pois a sensação dela correr dentro de mim me deixa alegre ,e muito amar o largo sorriso que me tocara.

Ali mesmo fui contaminado,e ainda continuo com esta substancia no corpo que me deixa letárgico é como se estivesse sonhando.mais rápido que o macarrão instantâneo,mais rápido que um trem passar,deve ser esta substancia que nos faz amar,mas assim como esta sustância em mim entrou assim também dentro de mim ela não sairá.
                                                                                               Fevereiro 2012