Adriano na sua estante

Este blog foi criado com a finalidade de poder divulgar simplesmente aquilo que escrevo e por um longo
tempo tentei esconder,pensei muito em cria-lo pois tinha um certo ciumes daquilo que escrevo e por isso,dedico a todos leitores e admiradores da literatura um blog onde possa comentar e deixar criticas.obrigado.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

PERPICAZ

Teus olhos ainda eram as janelas estreitas para expressar todo sentimento que habitava em seu amago.
O amor era um produto em grande quantidade para se caber em pequenos recipientes que obtinha em maos.
Todo campo aberto ainda era pequeno demais e cautrofobico para respirar.
Toda dor era insuficiente para ser curado por anestesicos.
Toda poesia tao intensa e profunda quanto o mar em um mundo tao fugaz  e frio para ser compreendido uma unica vez.
Todas as suas tentativas ainda eram  tempos desperdiçados ,desencontros fustrados,espera e atrasos,quando se referia a dois.
Toda a distraçao era observar a vida aprendendo com ela a nao cometer os mesmos erros,uma liçao repetitiva que nao se aprendia.
Antes que as lagrimas assim caissem,antes que a  chuva emfim encharcasse e antes que o sol se punha .
Toda longa vida para si mesmo ainda era curta ,que propunha viver uma vida desta maneira tao...........perpicaz.

sábado, 13 de abril de 2013

O MAESTRO E A BAILARINA


                                                               PARTE 1 : A plateia desalmada 
       


Desfalecida, pálida e exausta divinamente ela dança nas pontas dos pés, extrapolando os limites do teu corpo na sua elegância, encanta aos olhares dos espectadores que com os olhos não a perdem de vistas. Ela dança uma sinfonia estranha, ao seu lado ele teu maestro ele não toca apenas rege, os instrumentos invisíveis que parecem não cessarem.
Vitalizada pela musica que ela pensa que escuta, seus pés machucados correm o palco sabendo que se essa sinfonia acabar seu coração junto parará.
Temporariamente ela dança, enquanto com um olhar masoquista ele continua a reger com exatidão um bastão de cerejeira uma orquestra fantasmagórica das quais os músicos colocam palitos nos olhos para suportar as pesadas pálpebras de sono, com movimentos leves ela voa no ar como fosse uma libélula livre no campo, Com movimentos pesados ela se contorce de dor.
O maestro e a bailarina parecem ser feito um para o outro se não fossem as diferenças obvies vistas pelos expectadores, estáticos e indiferentes a dor e a tragédia agonizante daquela moça que não para de dançar.
       Delicada, com toques de requinte, mais parece um cisne trajada num vestido de cetim rosa - claro, porem seu espartilho o sufoca, seus olhos avelãs não ousaram retribuir o olhar para seu carrasco maestro que rege sua orquestra com orgulho e rigidez, trajado num terno fúnebre preto puído antiquado para sua época, estampa em seu rosto um sorriso cínico sagaz alimentado pela agonia da sua doce amada com seus pés agora arroxeados, ele anseia assim como a multidão, aves de rapina.
     
   O momento mais celebre da apoteose, onde o maestro quebra por fim seu bastão, a sinfonia lentamente cessa por alguns minutos o silencio paira sobre o palco logo após ouve do gargalhar sarcástico do maestro.
A bailarina sua perna se quebra, seu coração em seu peito lentamente bate, os violinos gradativos vão adormecendo.
          A platéia se levanta, esgueira-se a cabeça para observá-la, todos afoitos, não a perdem nenhuma expressão, apuram sua audição para ouvir o ultimo sussurro que não se dissipa no ar e se torna um som inaudível, um gosto do qual a platéia desalmada não degustará. No chão ela desfalece aos poucos,encarando uma multidão que incompreende sua dor,insensíveis para com seu sofrimento,não há ninguém que faça nem sequer menção em ajudá-la.
          Estarrecidos todos colocam suas mãos nas suas bocas, espantados, não há nenhum braços que possam carregá-la, fixam seus olhos no maestro que observa a face da bailarina estendida no chão que ainda se meche sua boca côo se tivesse lhe cortado seu pescoço, nenhuma palavra pronunciada, nenhuma aplausos, ação de piedade. seu ultimo sussurro preso dentro de seus pulmões permaneceram,o maestro giro em torno de si mesmo caminhou para saída oposta daquela entrado havia e se ouviram depois disso o barulho do andar do seus sapatos e nada mais.


sexta-feira, 12 de abril de 2013

FRAGMENTORUM (fragmentos)

Um grande areal,nada mais que isso.
 particulas menores que as coloco em minhas mãos e entre os meus dedos rapidamente escorrem.
 È isso que voce se transformou.
 ( Inspiratio pro mea dulcis poeticam quasi carmen elegia)
 A inspiraçao de minhas doces poesias,
 a cançao em em tom de elegia,
o habitante solitário em meus pensamentos,
 Só conhecerão a ti porque dentro de mim voce ainda vive,
Só lembrarão porque em todos meus versos seu nome cito.
 Eu vi teu castelo aos poucos sucumbindo das mais altos pedestais teu orgulho caindo
. Voce foi tirado de mim pelo tempo como se tirasse minha pele junto.
 empalhado sobrevivi pelo teu amor,porem condenado pelo silencio de nao poder dizer que te amo. Restringido a ser uma figura abstrata,
 Um menestrel sem graça,
um epico filme sem começo
. Um decorum em meio ao palco,
longe dos holofotes.

http://www.recantodasletras.com.br/autores/adrianojpinheiro

domingo, 7 de abril de 2013

PALAVRAS QUE RASGAM

  Travista-se com o seu silencio, o que lentamente de qualquer maneira de mim se esconderá,puser omitir uma verdade restringindo a compreensão insultos minha inteligência é.

   A tua distancia tem sido um isolamento que não permite que o seu calor eu sinta, mas não o bastante para perceber o quanto frio e diferente se tornara. sua boca fechada e olhos batidos ainda são um tumulo que debruço lamentando por não ter uma resposta ou reação.
   Um abraço rápido, olhos desencontrados e um silencio que latente pairava, por incrível que pareça aquela era uma despedida, um motivo do qual nunca se saberá. Um monologo pensativo em suas cabeças e confusos, arrastados pelos ventos, cada passo de costas dado era como um submergir a uns pés de profundidade soterrados vivo.
   Para quem dizia que éramos alma-gemeas hoje vê dois corpos em estado de repulsão, imas opostas. Palavras em outras épocas emocionavam hoje me rasgam por dentro. já não dizem mais que queria ouvi-las.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

UM CIRCO EM MIM

Quando todos olhos para mim encerrados a luz também se acende.
Deixando não transparecer e revelar o que tem dentro mas uma casca superficial de alegria.
Uma tambor que disparado rufa em meu peito,
Um prato que tintila a cada respiração,
aplausos me ensurdece.
holofotes me ofuscam
Um movimento complexo ,meu corpo como de um contorcionista.
OS leões  em mim rugem famintos minha ação de doma-la torna-se inultil.
Uma pose ereta em um picadeiro com um olhar extasiado.
Uma fina camada de maquiagem me submerge como um cair no mar aberto.
a lona que me cerca e limita meu espaço também me sufoca,me restringe.
A corda que me equilibra meus pés,é na verdade minha vida,sendo tombada por um lado e outro.
Um circo em mim habita sem mesmo perceber que estou sendo observado e o espetáculo se inicia e se acaba restando uma sensação que todos não pagaram o ingresso.